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martes, 21 de septiembre de 2010

BRASIl: ENTREVISTA A PRESIDENTA DO BRASIL

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi entrevistada nesta terça-feira (21) pelo Bom Dia Brasil. A candidata do PV, Marina Silva, foi ouvida na segunda-feira (20) e o candidato José Serra (PSDB) será ouvido na quarta-feira (21). A ordem das entrevistas, que têm 20 minutos de duração, foi definida em sorteio. Abaixo, os vídeos e a transcrição da primeira parte da entrevista. Logo mais, confira a íntegra das perguntas e respostas.

Renata Vasconcellos – Candidata, são promessas suas de campanha: criar 500 unidades de pronto atendimento, o governo Lula criou 123; construir seis mil creches e pré-escolas, no governo Lula foram menos de 1.800; construir mais de 2 milhões de casas populares, no governo Lula foi a metade. Porque o governo não fez em oito anos o que a senhora está prometendo fazer em quatro?

Dilma Rousseff – Primeiro porque naquele momento que nós iniciamos o Brasil ainda tinha uma imensa dificuldade, tanto no que se refere às suas contas públicas quanto ao que se refere à inflação que tinha chegado a 2%. E também pelo fato de que a gente ainda tinha uma dívida grande com o Fundo Monetário, quando o governo Lula começou. Quando a gente conquista todas as condições para que a gente possa colocar o investimento na ordem do gerar mais emprego e colocar o programa de aceleração do crescimento é num segundo período do governo Lula e aí a gente tinha uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto em torno de 3,5 e 4%. Agora não. Agora o Brasil está crescendo, nós calculamos para fazer o PAC 2 são R$ 955 bilhões, ou seja quase um trilhão, nós estamos fazendo um cálculo até conservador, uma taxa de crescimento da economia de 5,5%, uma avaliação da taxa de inflação entre 4,5 e 5. E uma tendência decrescente do endividamento público chegando no final de 14 com 28%. Fazendo todos esses cálculos, é consistente o gasto que eu apresento, ou seja, é possível garantir e assegurar que dá para fazer 500 UPAs, dá para fazer um investimento de quase R$ 45 bilhões em água tratada, esgoto, drenagem.

Renata – Pois é, candidata, não são promessas, tudo bem, não deu para fazer em oito anos, mas agora, segundo a senhora, daria. Mas não são promessas quase impossíveis de serem cumpridas, por exemplo, quando a senhora sugere construir 10 mil quadras esportivas nas escolas. Para isso virar realidade seria preciso construir todo dia sete quadras durante quatro anos, na questão das creches, quatro por dia, sendo que cada creche demora seis meses. Enfim, e por aí vai, são mais de 1,3 mil casas por dia, não é difícil de cumprir?

Dilma – Você sabe, quando a gente começou o Minha Casa Minha Vida e a gente colocou a meta para os empresários, que eles construíram o projeto junto com a gente, eles só queriam construir 200 mil. Hoje tem já contratadas mais de 600 mil casas do Minha Casa Minha Vida, já passou dos 500 mil. Tem uma coisa que é muito importante.

Míriam Leitão – Mas a senhora está propondo 2 milhões em quatro anos.

Dilma – Tem uma coisa que é muito importante e que todo mundo conhece, que chama curva de aprendizado. A capacidade que o ser humano tem de aprender a fazer.

Renato Machado – Foi bom candidata, desculpe interromper, foi bom candidata a senhora ter mencionado a palavra aprendizado. Eu tenho números do IBGE. O Brasil tem o pior desempenho entre os países do Mercosul na evasão escolar e na reprovação de alunos. Por que o governo não conseguiu melhorar esses números, candidata?

Dilma – Olha, o governo conseguiu dar um passo grande no que se refere a melhoria dos índices do Ideb. Sobretudo pelo seguinte, nós tivemos um período, tanto no que se refere à educação quanto ao que se refere à infraestrutura, sem investimento. Para você ter uma ideia, esse processo é um processo que começa, por exemplo, com uma proibição de investir em escolas técnicas. Você veja que o governo federal não podia fazer escolas técnicas no Brasil porque tinha uma condição feita por uma lei de 1998 que dizia o seguinte: só pode investir em escola técnica se a prefeitura ou o estado garantir o custeio. Quando nós voltamos a investir em escolas técnicas, nós fizemos 214 escolas técnicas.

Renata – Mas hoje o país enfrenta uma escassez de mão de obra.

Dilma – Em um século, até 2003, tinham sido feitas 140. Nós vamos deixar o governo tendo feito 214. Tem uma questão que é a seguinte, até foi um empresário que me disse uma vez: meta é algo que você coloca para você para cumprir, se mobilizar para fazer. Essa é uma questão fundamental. Quando eu comecei a fazer o PAC, por determinação do presidente Lula, não existia projeto Renata. Sabe o que é projeto? Não tinha projeto, não tinha projeto básico, não tinha nenhum processo que a gente chama prévia ou licenciamento, que é o projeto básico ambiental para você ter licença prévia. Nós mobilizamos os governos estaduais e os municipais. Hoje o Brasil está cada vez melhor nessa área. Nós, eu te asseguro, o PAC 2 ele reflete não é o aprendizado do governo federal, ele reflete o aprendizado das prefeituras, que melhoraram a qualidade dos seus projetos e dos estados. Melhorou muito.

Miriam Leitão – Candidata, o BNDES tem feito escolhas de campeões, empresas para concentrar financiamentos. Alguns desses financiamentos são ruins, por exemplo, o financiamento para um frigorífico que quebrou três meses depois, um outro foi para comprar um frigorífico no exterior que não criou emprego no Brasil. As empresas estatais estão crescendo, aumentando o número de empresas estatais, tudo lembra o ideário econômico do governo militar. Se a senhora for eleita, a senhora pretende reconstruir esse modelo, que entre outras coisas ruins, trouxe a escalada inflacionária?

Dilma - Olha, Miriam, eu acho que o BNDES teve um papel importantíssimo. Quando veio o choque de crédito, você deve se lembrar, sumiu o crédito no Brasil. Ao invés das empresas brasileiras quebrarem, elas não quebraram dessa vez, nem tampouco o governo federal quebrou. Nós saímos da crise. Fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair. Um dos motivos foi o BNDES, nós capitalizamos o BNDES com R$ 180 bilhões. Um país que não reage à crise a garantir os empregos, nós não fizemos só isso com o BNDES. Nós reduzimos impostos, tanto na indústria automobilística, na linha...

Miriam – Ninguém tem dúvida do papel do BNDES, é importante. Mas assim...

Dilma - Eu completo.

Míriam - Mas nesses casos específicos, esses casos que eu falei, a senhora não acha que houve um erro de gestão, um erro de escolha?

Dilma - Não concordo. Acho que o BNDES tem uma taxa de inadimplência muito pequena, de 0,2%. Risco de crédito sempre há. Eu considero que o Brasil está numa outra etapa, diferentíssima dos governos militares. Primeiro, porque vivemos uma democracia e nós duas sabemos o valor da democracia, de você poder se expressar livremente, de ter liberdade de imprensa.

Miriam – Eu falei no ideário econômico, claro que não no ideário político.

Dilma – Do ponto de vista econômico nós fomos completamente diferentes também. Pelo seguinte. Nós acreditamos na força da iniciativa privada no Brasil. Só não achamos que o estado, por isso, não tem de estar presente dando as condições para investimento. Então, vou te falar uma coisa. No Brasil, hoje, nós temos crédito de longo prazo graças ao BNDES. Sabe qual foi uma das maiores dificuldades para fazer o Programa de Aceleração do Crescimento, é que crédito de longo prazo no Brasil era cinco anos. Cinco anos você não faz hidroelétrica, não faz a transposição do rio São Francisco, não constrói gasoduto, você não faz grandes obras que o Brasil precisa para poder garantir que nós continuemos gerando os 14 milhões de empregos, mais de 14, vamos chegar a 15 milhões.

Renata - Pois é, então, candidata, falando de investimentos, vamos falar de reforma. A reforma tributária. A senhora a pouco tempo em uma entrevista recente disse que a situação dos impostos no Brasil é caótica. Então, porque em oito anos de governo o presidente Lula e a senhora não fizeram a reforma tributária?

Dilma - Olha, nós enviamos várias reformas ao Congresso. Há um problema seríssimo, eu acho que vocês também sabem disso, que é o fato que sempre que você quer fazer uma reforma tributária coloca-se em cima da mesa a questão dos recursos entre os estados, a União e os municípios. Tem muito estado que não quer perder. Então, há uma dificuldade de fazer a reforma, mas eu quero dizer que o governo Lula tentou e algumas nós fizemos. Eu vou dar exemplo: o Super Simples, a isenção para as micro e pequenas empresas, o micro empreendedor individual. E isso, inclusive, é responsável por um dos mecanismos muito importantes do ponto de vista econômico, que foi a formalização tanto do emprego como das empresas. Eu vou fazer uma reforma tributária porque eu acho que eu tenho de colocar isso como prioridade. Primeiro, porque se não reduzir imposto de investimento, o país não ganha em competitividade. Segundo, porque também tem de diminuir a distorção com a tributação que existe sobre a folha de salários. Terceiro, porque tem uma coisa gravíssima no Brasil que é você tributar o mesmo produto de forma diferenciada entre os estados da federação, impedindo que entre produtos, importe-se produtos e que haja uma competição desleal com ramos da economia.

lunes, 6 de septiembre de 2010

Brasil: Juicio contra la Federación Anarquista Gaúcha - Entrevista a la Abogada defensora

El juicio de Yeda Crusius contra la Federación Anarquista Gaúcha-

Socialismo Libertario, diario oficial del Foro del Anarquismo Organizado (FAO), sostuvo una entrevista con la abogada Claudia Avila para abordar las cuestiones que rodean el caso del asesinato de Eltom Brum y el proceso judicial contra los compañeros de la FAG. Claudia es responsable de la defensa de los 6 militantes de la Federación Anarquista Gaucha que están siendo procesados por la Gobernadora de Río Grande do Sul Yeda Crusius.

Socialismo Libertario: Teniendo en cuenta el trabajo que usted hace en el ámbito del Movimiento de Derechos Humanos de los Trabajadores Rurales Sin Tierra - MST, ¿qué representa el Gobierno Yeda Crusius para los movimientos sociales?

Claudia Avila: Un retroceso histórico. Desde el final de la dictadura militar que no se ve represión igual en el estado. El "manejo del shock," según lo anunciado la campaña del gobernador no era una metáfora. La represión por parte de la Brigada Militar contra los Movimientos Sociales incluye descargas eléctricas con una pistola Taser entre las prácticas de tortura que se agregaron a las detenciones arbitrarias. Otros órganos que detrás de su fachada de neutralidad e independencia, en absoluta armonía con la política del gobierno de aprobar sus reajustes, en algunos casos la creación de un verdadero estado de emergencia en las regiones del estado, fueron añadidos a la orquesta que también incluye la prensa conservadora, mantenida por el capital de la agroindustria multinacional, servido por el gobierno de Yeda con fondos públicos para propaganda.

Socialismo Libertario: El asesinato del campesino sin tierra Eltom Brum cumplió un año el 21 de agosto. ¿Cuáles fueron las consecuencias judiciales en este caso? El Estado fue responsabilizado?

Claudia Ávila: Elton fue asesinado durante una operación truculenta de recuperación de dichos bienes efectuada por la Policía Militar. Se comprobó que el tiro que lo mató provino de una escopeta calibre doce que pertenece a Policía Militar, y que el disparo se hizo en la parte posterior de la víctima, es decir, caracteriza explícitamente un asesinato, Elton no tuvo oportunidad de defenderse. El fiscal ofreció una denuncia contra el Policía Militar que disparó el tiro incluyendo las debidas calificaciones del crimen. El Juez San Gabriel no aceptó las calificaciones del asesinato, entendiendo que se trata de un homicidio simple. Extrañamente este mismo juez, quien en 2006 trabajó en el distrito de Barra do Ribeiro, aceptó todas las calificaciones que la Policía Militar entendió asignar a ese caso, y condenado y denunciado por la manifestación en los viveros forestales de Aracruz Celulosa, el 8 "marzo" de ese año. Hasta personas que nunca estuvieron en Barra do Ribeiro fueron acusado de delincuencia calificada, por aparecen en entrevistas diciendo que apoyaban la lucha de las mujeres. Volviendo al asesinato de Elton, el Tribunal de Justicia de la República Srpska, revocó la decisión de que la queja fuera recibida en su totalidad. Paralelamente a este proceso que ha demandado al PM que disparó el arma, a causa de tales hechos flagrante e inaceptable, que constituyen actos ilícitos por parte del Estado, que se tradujo en muerte de un campesino inocente, buscamos la justicia y la indemnización civil por daños materiales y morales ocasionados a su familia. Muy brevemente, podemos decir que pedimos una indemnización basada en la práctica de un acto ilícito de un funcionario subordinado al Estado, que constituyó el asesinato del agricultor, teniendo en cuenta que el acto cometidos por la policía militar, no reviste legalidad, porque no existe en el ordenamiento jurídico brasileño la posibilidad de que un agente del Estado tenga la facultad de determinar la pena de muerte. En este medidas se confirmó la medida cautelar que garantice mínimamente a la familia una pensión pagada por el Estado hasta que se complete el proceso y recibir la compensación debida. Un año después de la muerte de Elton, tanto en el proceso criminal contra la policía que lo mató sobre la demanda civil reparadora dirigida contra el Estado, responsable del hecho de su agente, en esta etapa temprana.

Socialismo Libertario: ¿Cuál es la relación de estos acontecimientos con el proceso judicial contra seis militantes de la FAG? ¿Cómo es el progreso del proceso?

Claudia Ávila: Los seis militantes de FAG responden a un proceso penal originado por la denuncia de la gobernadora Yeda, que los acusa de difamación por la divulgación de documentos que mostraban que la gobernadora y el comandante de la operación como responsables de la muerte de Elton. El mismo estado que mata a quien reivindica criminaliza a quienes ejercen la libertad de expresión pensamiento. El proceso esta parado debido a que el orden requerido para continuar el proceso, en la etapa donde se encuentran, no podrá realizarse sin el testimonio de "Víctima" y la gobernadora, por razones obvias, se negó a declarar por el momento, fijando su declaración ya retrasada hasta después de las elecciones.

Socialismo Libertario: Gracias por la entrevista y sobre todo el apoyo y solidaridad.
Claudia Ávila: Igualmente gracias.
--
Federación Anarquista Uruguaya

domingo, 5 de septiembre de 2010

"EL FANTASMA DEL COMUNISMO NO ASUSTA COMO ANTES"

Escrito por Felipe Esqueda/Ciudad Ccs

Entrevista a Amilcar Figueroa del PSUV y Pedro Eusse del PCV

Se habla mucho del comunismo. Unos lo rechazan pero otros lo ensalzan. ¿Qué es entonces? "El fantasma del comunismo no tiene los mismos efectos que en el pasado. En las actuales circunstancias, el sistema capitalista asiste a un período que algunos teóricos han denominado de decadencia global y que por tanto abre las posibilidades reales, objetivas para la superación de la sociedad capitalista por un modelo postcapitalista. En todo caso, sería la sociedad socialista en las circunstancias actuales², dice Amílcar Figueroa, presidente alterno del Parlamento Latinoamericano y miembro del buró político regional del Partido Socialista Unido de Venezuela.

Rechaza las campañas anticomunistas de voceros opositores y considera que las mismas son innecesarias porque ni en Venezuela ni en el mundo existe el comunismo.

-En ninguna parte lo hay. Se supone que en teoría el comunismo es cuando se ha arribado a la exclusión de las clases sociales, producto de que ninguna clase social tiene control o se ha apropiado del aparato productivo, y por otra parte se ha operado eso que llamaba Antonio Gramsci la hegemonía cultural del bloque de poder, que está por etapas-agrega.

INDISPENSABLE CONVIVENCIA

Manifiesta luego que ³en todo el período en que no existe tal hegemonía, en que conviven digamos modelos socialistas en lucha, no se puede hablar de comunismo y por eso ese tránsito fue denominado socialismo².

-¿Es posible que en Venezuela convivan capitalistas y comunistas?

-La pregunta sería: ¿pueden convivir el capitalismo y el socialismo? Necesariamente, aunque vivimos un período histórico en el que el capitalismo estará presente en franca lucha. ¿Cuánto durará ese período histórico? Eso es impredecible. La sustitución del sistema feudal por el sistema capitalista duró más o menos tres siglos y medio. El mundo se ha acelerado lo suficiente para uno pensar que la sustitución del capitalismo, que está agotado, por el socialismo no tenga por qué durar tantísimo tiempo, pero eso no significa que está a la vuelta de la esquina, por eso que te decía anteriormente: por su altísima capacidad de recomponerse. Dependerá de la correlación política que vaya generando una fuerza a nivel internacional, y a eso hay que darle un empujoncito.

-¿Cómo es eso de que en el comunismo le quitan los niños a los padres y las casas a la gente?

-Un siglo de propaganda anticomunista ha tergiversado la concepción del pensamiento comunista. Lo ha presentado a la mayoría de la población como una especie de doctrina bárbara que primero arrebata los hijos de los padres, elimina todo tipo de propiedad, y que los comunistas se alimentan de sangre humana. Con esa campaña fue atemorizada la población de nuestro país y en general en muchas partes del mundo para alejarla de una propuesta social favorable a las clases explotadas.

Añade que tales especulaciones también se han difundido en nuestro país ³y eso no es casual. Sienten que este proceso ha puesto en peligro su hegemonía social y sus privilegios. Entonces, y ante la implosión y la caída de la pérdida de credibilidad de los partidos tradicionales, están recurriendo a otras vocerías, una de ellas es la jerarquía eclesiástica².

RUMBO A LA AUTODESTRUCCIÓN

-¿Podemos plantear la lucha de clases en pleno siglo XXI?

-Hay quienes piensan que la lucha de clases es cosa del pasado y que con el desarrollo científico-técnico, con el adelanto de la informática y con el desarrollo en el mundo de hoy lo fundamental no es la lucha de clases. Sin embargo, la historia es terca y se empeña en demostrar que aún cuando haya cambiado la cualidad del trabajo, el trabajo asalariado sigue existiendo y siguen existiendo explotados y explotadores y que sólo la eliminación de la explotación conducirá a una sociedad sin clases.

-Entonces, ante la actual crisis de la sociedad capitalista a nivel mundial, ¿está planteado cambiarla por una sociedad socialista?

-El gran desarrollo de las fuerzas productivas y la crisis de la sociedad capitalista, genera la posibilidad real para la instauración del socialismo. Eso lo hemos visto con claridad cuando el comandante Hugo Chávez ha dicho que la humanidad no tiene salidas sino dentro del socialismo. Porque de paso, la lógica del capital, que es la lógica del crecimiento incesante de la economía, ha conducido al agotamiento del planeta tierra porque se produce no para satisfacer las necesidades de la población, sino para el consumo.

No olvida que ³esa lógica nos ha conducido a un desastre ecológico terrible. De ahí el dilema si se continúa por la vía capitalista. De ser así, asistiremos bien pronto a la destrucción total del planeta. Hay que sustituir entonces la sociedad capitalista, por una en la cual se privilegie la resolución de las necesidades de la humanidad. El sistema capitalista entró en una metástasis, digamos de autodestrucción, se va a autodestruir. El capital buscará una y mil formas para recrear su dominación, y de hecho en este momento lo está haciendo a través de la expansión militar por todo el planeta².
_______________

La aparición de la clase obrera

Pedro Eusse, miembro del buró político del Partido Comunista de Venezuela, prefiere viajar a la raíz del concepto. Recuerda que ³Šdesde mediados del siglo XIX, surge el capitalismo. Surge también una clase obrera explotada y surgen las ideas del socialismo científico, cuyos principales autores eran Carlos Marx y Federico Engels. Desde entonces surgen las ideas comunistas, sobre todo contenidas en el libro Manifiesto del Partido Comunista de 1848, que fue el programa de una organización política que se llamó Liga de los Comunistas, donde estaban Carlos Marx y Federico Engels².

Para Eusse 'desde entonces, desde ese tiempo, incluso, antes de la elaboración de ese programa ya existía el miedo de los poderosos, de los explotadores; miedo a una sociedad donde ya no existieran explotadores, donde se acabara el capitalismo y viviéramos todos en una situación de igualdad'.

-Si no existen las clases sociales ¿quién dirige la economía en una sociedad como la venezolana?

-Bueno, nosotros luchamos para que Venezuela vaya hacia el comunismo. Nosotros los comunistas luchamos por eso. Ahora lo que está planteado es consolidar la liberación nacional, la plena soberanía de Venezuela del dominio imperialista, la mayor integración de todos los pueblos, de los países latinoamericanos, sobre la base de su plena independencia económica y política. Lo que está planteado es que en Venezuela vayan madurando las condiciones para construir el socialismo. Hace falta que la clase obrera, fundamentalmente adquiera mucha musculatura, más fuerza, protagonismo y más capacidad para determinar el curso del proceso. Se están produciendo situaciones favorables para eso: la clase obrera ahora está discutiendo el control obrero, en la producción, se están conformando Consejos Socialistas de Trabajadores en muchas empresas, en muchos centros de trabajo.

-¿Dónde se ubican las comunas y los consejos comunales en la transición que se está generando?

-Todo eso pudiera permitir una aceleración del proceso, pero eso depende también del nivel de conciencia, de organización, de fuerza y de unidad que tenga la clase obrera y los trabajadores en general. Va a depender fundamentalmente de eso, de sus niveles de organización, fundamentalmente de eso. Las comunidades son importantes, pero tú no vas a hacer el socialismo con puras comunidades: tienes que tener a la clase trabajadora, a los obreros, ganados para que transforme la manera como se produce, las relaciones de productividad y las relaciones de producción: Eso no se puede imponer desde afuera. Tienes que conquistar la fuerza de la conciencia de los trabajadores.

FELIPE ESQUEDA/CIUDAD CCS
ILUSTRACIÓN: ETTEN CARVALLO/CIUDAD CCS

“En Europa hay mucha censura, los medios sólo contratan a periodistas que digan lo que les interesa”

Entrevista de la periodista venezolana Marianela Urdaneta a Carlos Fernández Liria, escritor y profesor de Filosofía de la Universidad Complutense de Madrid, sobre el tratamiento que hacen los medios de comunicación españoles acerca de la realidad que vive Venezuela.

Durante una entrevista telefónica con Urdaneta, Fernández Liria denunció el comportamiento de los medios de comunicación españoles, que desde la llegada de Hugo Chávez a la presidencia venezolana se alinearon en su contra publicando mentiras y promoviendo un golpe de Estado que lo sacara del poder.

El escritor remarca que toda la prensa española apoyó abiertamente el golpe de Estado que se produjo en el año 2002 en Venezuela y que fue impulsado por la derecha del país para derrocar a Chávez.

El entrevistado señaló al Grupo Prisa, una gran empresa de comunicación española que cuenta con editoriales, radios, diarios y canales de televisión tanto en España como en Latinoamérica, como el responsable de llevar la iniciativa de los ataques contra el proceso venezolano. Según el filósofo, este hecho se debe a los intereses expansionistas que tiene Prisa en Latinoamérica y a las alianzas económicas que este grupo ha establecido con empresarios venezolanos detractores del proceso bolivariano impulsado por Chávez.

Como ejemplo de ello, Fernández Liria denunció que fue echado en directo de un programa de radio de la Cadena Ser (perteneciente a Prisa) al pedir durante su intervención radiofónica que leyeran el editorial del diario El País (también de Prisa) sobre el golpe de Estado de 2002 en Venezuela, donde claramente el rotativo se mostró partidario del derrocamiento.

“Han aplaudido cualquier estrategia golpista en Latinoamérica”, afirma el profesor universitario, que además de Venezuela pone como ejemplo el reciente golpe de Estado en Honduras, donde la derecha del país sacó por la fuerza militar al Presidente democráticamente electo, Manuel Zelaya.

Además, se muestra sorprendido por como estos mismos medios muestran al Presidente de Colombia, Álvaro Uribe, como un líder democrático, a pesar de sus vínculos con el paramilitarismo y de contar con un alto número de diputados de su partido en prisión.

El modelo venezolano

“Antes de la llegada de Chávez al poder, un alto porcentaje de la población venezolana se encontraba completamente excluida del espacio de participación política”, destaca el entrevistado, que afirma que se ha conseguido que la población se sienta protagonista de un proceso político y le ha devuelto la dignidad, la confianza y la esperanza al pueblo.

En ese sentido, el escritor elogia el modelo venezolano aunque se muestra preocupado por la correlación de fuerzas existente y las crecientes presiones que existen por parte de la derecha nacional e internacional para tumbar dicho proceso de cambio.

El oligopolio mediático

“Una docena de macro-corporaciones de la información controlan toda la información en el mundo. Pueden mentir impunemente sin posibilidad de réplica en espacios públicos y masivos”, advierte Fernández Liria.

El profesor explica como los medios de comunicación que integran el oligopolio mediático adoptan la estrategia de silenciar determinadas informaciones que no les interesa tratar o bien le dan mayor relevancia a sucesos que consideran afines a sus intereses ideológicos y económicos.

En el caso latinoamericano, el autor cree que se opta directamente por publicar “mentiras salvajes”, informaciones totalmente manipuladas. Y esto pueden hacerlo, según afirma, porque no existe contrapartida que pueda llevarles la contraria.

“Por ello, no es de extrañar, que Chávez haya acabado siendo para los españoles el mayor dictador de Latinoamérica y en su imaginario lo coloquen al lado de Pinochet o Videla”, argumenta.

“En Europa hay mucha censura pero no se nota porque las corporaciones económicas dueñas de los medios sólo contratan a periodistas que digan lo que a ellos les interesa. Por ello muchos periodistas comprometidos terminan en el paro y trabajando en medios alternativos sin cobrar nada a cambio pero pudiendo decir verdades”, afirma Fernández Liria.

El escritor finaliza la entrevista destacando la importancia del proyecto televisivo Telesur, que emite en varios países latinoamericanos y llega por cable (de pago) a algunos países europeos. Aún así, advierte que existen dificultades para que este proyecto penetre en más países y llegue a un público masivo.
Escuchar entrevista:
www.librered.net/wordpress/?p=4331uchar

sábado, 4 de septiembre de 2010

Agroquímicos:"Los legisladores no se ponen de acuerdo porque la mayoría son sojeros"


Chaco, la hora del desmonte, no es la soja, no es el arroz. Todos queremos que haya algodón pero no así, con la quema de residuos, con las desmotadoras adentro de los barrios a metros del hospital público.

Que grande no, que concepción maravillosa que tuvo la gente de estos pueblos que a pesar de ser pueblos seguramente pequeños los llamaron O´Higgins, Fray Luis de Oro, patriotas, gente importante, no como uno. Y por eso pasan estas cosas. Las desmotadoras llevan otro nombre vio? porque tienen el nombre como dice la cerveza: “Lleva mi apellido”, claro esta que todos en los pueblos tienen nombre y apellido...

Viernes 4 de septiembre 2010
PorJorge Jeifetz, para FM Flores*

-Buenas noches doctora.

Buenas noches Jorge

-Gracias por atendernos y por todos los artículos que nos esta mandando

Gracias a Ud. por el espacio.

-Dra Gomez recién acabamos de leer el articulo “La hora del desmonte” y es impactante porque se ve que el algodón, el arroz, la soja, son como las diferentes personalidades del modelo, no? Más allá de eso yo quisiera conversar con Ud. y presentarla ¿Quién es la Doctora Graciela Gómez? Qué es la Asociación de Periodistas Ambientales, quiénes son y sobre todo doctora que es Ecos de Romang?

Bueno, muchas preguntas en una.
Si.

Quién es la doctora Gómez: simplemente una abogada, nacida en la provincia de Santa Fe, que vive hace muchos años en Capital Federal, que es donde estudié. También soy escribana, tengo posgrados notariales. Estudié en la UBA aquí en Capital Federal y después estudie en la UNR, soy escribana de Santa Fe, sin registro. Algún posgrado en la UCA, todo con mucho sacrificio, muchos viajes. Dos años dedicados a hacer posgrados viajando desde Capital todos los viernes a Rosario. Muy cansador, muy agotador, mi salud desmejoró bastante debido a tanto stress laboral y tantos viajes pero hay que seguir la lucha. Pienso que esos viajes de algo sirvieron porque mi vida radicalmente cambió y cambió la profesión.

Eso es lo que le iba a preguntar doctora, yo la escucho y pienso ,discúlpeme lo que le voy a decir, ¿porque la doctora Graciela Gómez con toda esa profesión no se dedica hoy en día y hace unos años a vender campos, que sería una actividad sumamente lucrativa y viajar por todo el país y no solamente a Rosario?.

Pero ahora viajo igual, pero a la fuerza… (risas)

Sí pero ¿Porqué la abogada decide introducirse en el tema ambiental y en este tema por ejemplo agrícola?

Esos viajes a Rosario me acercaron muchísimo a mis raíces. Cuando uno viene a las luces de la ciudad se olvida un poco del pueblo donde nació. Siempre esta en su corazón pero las costumbres son totalmente distintas y son tantos años de vivir en Capital Federal. Esos viajes me acercaron a los temas de mi provincia, que por aquí no se ven o no se escuchan recién ahora ha surgido todo el tema ambiente. Nosotros en nuestras charlas de café, siempre digo lo mismo, pero es la verdad, en las horas libres que salíamos a almorzar, imagínese que cursábamos todo el día, todos los viernes hacíamos un corte y a la tarde seguía la clase, hacíamos practica, teórico y varias materias el mismo día.

-Si

Era una carga horaria bastante importante bueno en esas charlas de café y almuerzo, todos los colegas eran de distintas ciudades de la provincia de Santa Fe. Éramos una mezcla de santafesinos, con distintos tonos, distintas costumbres, los raros éramos dos….(risas)

¿Por qué?

De Capital Federal yo y una muy querida amiga de Córdoba que hoy ejerce como escribana en su provincia. Se formó un grupo muy lindo, y en esas charlas justamente los que eran oriundos de San Lorenzo contaban lo que pasaba en el puerto.

¿Qué comentaban?

Y uno desconoce todo eso, imagínese nosotros teníamos una idea notarial y hablábamos de otro tipo de temas y ellos traían a la charla lo que pasaba en su San Lorenzo. Así fui adentrándome al tema, empecé a investigar, esos temas recién se hacían públicos y fue un canal de televisión a filmar. Empiezo a investigar y veo con gran sorpresa en un diario de Reconquista a un médico que denunciaba en la soledad...doce casos de malformaciones en Malabrigo.

Mire Ud..

Le estoy hablando de mi gran amigo el doctor Rodolfo Paramo. Entonces yo dije: “pero cómo, esto no es San Lorenzo, esto esta a media hora de mi pueblo”.Ahí nació la actual doctora Gómez, cambió su profesión, a partir de ese momento.

¿De ahí surge la inserción y el trabajo en la Asociación Argentina de Periodistas Ambientales?

En realidad yo empecé a escribir sobre otros temas en ese tiempo todavía estaba el gobernador Obeid en la gobernación, después vino Binner. Cambio mucho la profesión que estábamos siguiendo porque él antes de terminar su mandato firmó el decreto nº 2473 que promulga la ley 12.754 con modificaciones a la ley de notariado. Eso nos perjudicó bastante a todos los que estudiábamos notarial. Empecé a escribir pero de otros temas.

Si, ¿de este tema?

Este tema lo investigaba, me llamaba mucho la atención las inundaciones, y empezaron a publicarme en el exterior, siempre en el exterior, acá no.
Cuando empecé a tocar este tema, una de las notas que más...más se publicó en todo el mundo fue "Doctor ¡grítelo más fuerte!" y es justamente una nota que la publica el diario El Santafesino. La levantan en Uruguay y de allí se desparrama a todo el mundo, se tradujo al inglés y está en una página de EEUU. Siempre le digo a Rodolfo que esa nota la escribí para el.

¿El doctor Páramo?

Si, a él le digo : ¡doctor grítelo mas fuerte!

Mire que curioso, doctora, la estoy escuchando y no puedo dejar de abstraerme de varias cosas me permito interrumpirla para comentarlas. Ud. estaba diciendo, ha pasado seguramente un tiempo desde entonces, y hablaba de un médico a solas, el médico aislado. Usted misma está reconociendo que las publicaciones de sus artículos se hicieron primero en el exterior, antes que en nuestro país. Es curioso porque de todas maneras lo difícil que es publicar a pesar de que supuestamente estamos hablando de la libertad de prensa. Clarín hasta el día de hoy sigue sin publicar casi ninguno de estos temas, por poner un ejemplo. Lo curioso del caso es que la enorme vitalidad y facilidad que tiene el encuentro entre personas que Ud. manifiesta el encuentro en un posgrado donde un grupo de santafesinos con una cordobesa logran, en la charla de café, poder intercambiar lo que me pasa lo que siento, oír la voz o la declaración de un doctor y hacerse cargo de que eso esta pasando.
Es maravilloso como a pesar de toda esta especie de eco, de boca a boca que sucede en un posgrado que no tiene nada que ver, logra que Uds. generen algo. Estoy escuchándola a Ud. hablar del doctor Paramo y estoy recordando que hoy y mañana hay un 1°Congreso o encuentro de médicos y de profesionales de la salud en la Universidad de Córdoba, realizado por la Facultad de Medicina para discutir y charlar con la gente de los pueblos que están siendo fumigados.

Si, Rodolfo va a estar presente. El doctor Lucero de Chaco, el doctor Gomez Demaio de Misiones. Ayer estuve en contacto con el ingeniero agrónomo Javier Casadinho de aquí del Cetaar y la UBA, también va a estar presente.

Mire Ud. que bueno. Esto también es parte de sus artículos…(risas)

No voy a escribir sobre el encuentro, hay un montón de charlas.

A eso voy doctora.

Es que hay muchas actividades últimamente y es imposible cumplir con todas.

Estoy de acuerdo pero a lo que voy es que a pesar de ese aislamiento, convengamos que es la primera Facultad de Medicina del país y que se haya tardado tanto en investigar esto a pesar de que es la Universidad de Córdoba es una de las primeras que planteo no recibir el financiamiento por ejemplo de las ganancias de las mineras en Catamarca. Pero son pasos que demuestran que ha habido un conjunto de gente innumerable, como la doctora Gómez , que no pensó, que no charló en la famosa charla de café, que no escribió en vano.

Si Rodolfo es un gran luchador. Una persona que cuando escribí la nota de la que hablábamos antes, yo no lo conocía. Nunca pensé que íbamos a llegar a la amistad que llegamos, a conocernos en Malabrigo, a disertar juntos, a recorrer campos y escuelas rurales juntos. Es mi mano derecha y es un gran amigo, una persona de gran humildad. A la cual respeto mucho y tenemos una afinidad muy grande, no se si es porque ambos nacimos allí.
Siempre le decía, porque el me pregunta: que profesión elegía…yo le respondía: no soy ni abogada ni escribana, soy escritora. A lo que el me contestaba: -“estás equivocada, sos una gran abogada”.
Cuando salió el tema del fallo de Santa Fe yo no quería dar mi opinión y me abstraje demasiado, un buen tiempo de la prensa porque no quería herir a nadie ni decir nada inapropiado. Pero Rodolfo siempre supo cual era mi posición, y por eso me dice: “ No, no sos solo escritora y escribana, sos una gran abogada.. (risas)...y bueno que vengan esas palabras de un amigo al que uno quiere mucho es muy gratificante.

¿Dra Romang es el pueblo donde usted nació?

Si.

¿Y cómo es Romang?

Queda en el departamento San Javier, al norte de la provincia de Santa Fe, bien al norte.Un pueblo muy pequeño, de 9000 habitantes, que ahora esta luchando por ser ciudad. Seguramente ahora después del censo que se va a realizar creo que a fines de octubre, es probable que varios pueblos igualmente pujantes logren el título de ciudad. Seguramente eso va a suceder. Es un pueblo pequeño, tiene playas, una muy conocida que se llama Balneario Brisol. Allí se lleva a cabo la Fiesta del Sol todos los años en el mes de enero, y se hace la fiesta suiza en agosto. Bueno mucho no se que más contarle..

Esta bien, es parte de la historia suya también y me parece que es bueno tomar nota de que buena parte incluso de los que están viviendo en la Ciudad de Buenos Aires tienen esa historia y nos pertenecemos de una u otra forma a la historia de estos pueblos que aparecen recién cuando aparece un muerto, alguna persona con leucemia o alguna queja o alguna inundación o alguna sequía no?

Si es verdad, el nombre del blog justamente se debe a ello. Siempre les decía a mis amigos que yo quería hablar de ecología pero a la vez necesitaba poner el nombre de mi pueblo a pesar de que no vivo allí siempre se lleva al pueblo en el corazón, por eso se llama Ecos de Romang, no por el eco de reflejo y regreso de sonidos sino que viene de ecología.
Nunca pensé que iba a llegar a la cantidad de visitantes en la web de tantos países y de que levanten tantas notas en el mundo. Es algo que uno no se lo espera, me sorprende mucho y me gratifica. Es un trabajo ad honorem, eso quiero dejárselo bien claro a los oyentes. Es muy lindo porque uno lo hace con el corazón.

Doctora quisiera hacerle una pregunta y que nos la explique para no tener que leerla yo al aire. Tengo un artículo suyo en el que habla del arroz en La Leonesa. Fue el artículo que me mando la gente de Chaco y que me permitió a mí terminar de entender que es lo que esta en juego, que tecnología, que concepción de lo agrícola. La mayoría de la gente habla de que "esto seguro es transgénico y esto seguro es Monsanto". En este caso Ud. nos desasna el artículo que también sirve para explicarnos de alguna forma las dificultades que tenemos para resolver el tema.

Sí, en realidad Monsanto es solo una de las empresas. Yo lo represento más en la soja con ese nombre, pero en el arroz hay otros nombres y otros intereses, otras empresas que están haciendo desastres. Lo más lamentable, lo más grave es que la gente se preste a eso. Que el INTA se preste a esos estudios, a esas especulaciones que la gente desconoce. Se pasan años haciendo experimentos de campo, eso necesita parcelas para poder experimentar y vienen de otros países a usarnos de conejillos de indias. Que una persona, que un ingeniero agrónomo a quienes siempre les repito que "no olviden ese gran precepto que es de la agronomía, que es que la tierra es un ser viviente biológico, no químico ", eso lo han olvidado.
¿Entonces donde esta la ética del ingeniero agrónomo?, justamente una de las personas implicadas en los hechos pasados y en el fallo de Las Palmas y La Leonesa es una de las personas que brindo parte de sus 3000 has para que la empresa Basf y el INTA experimenten en esos arrozales durante 10 años , para poder lograr esa variedad Clearfield u otra.

Esto es lo impresionante porque en el artículo Ud. nos comenta que en realidad, dos cosas que quisiera que Ud. las pudiera desarrollar: una que la patente es del INTA un desarrollo de un instituto nacional y en segundo lugar que la patente ha sido entregada para ser comercializada al resto del mundo a la empresa Basf. De todas maneras el INTA mantiene la patente y que Chaco sería una especie de lugar de prueba de esto. Que además Ud. explica en el artículo no es un arroz transgénico, pero que tiene desde el punto de vista de la población y de la concepción de la producción el mismo tipo de relación o el mismo tipo de impacto con respecto del ambiente y la vida de las personas.

Es así. En realidad el arroz debería ser orgánico y no lo es. Al ser transgénico es malo para la salud y es malo para el medioambiente. Ahora esta nueva tecnología no es transgénico porque no introduce genes de otras especies de otras semillas, pero de todos modos acá hay una inducción, a la fuerza. Ellos lo presentan en Resistencia Chaco el año pasado con bombos y platillos. Mi primer nota sobre el arroz no fue escrita por el tema Chaco, fue en agosto del año 2008, que es la que da la base para esta nota de la que Ud. habla. Aquella nota lleva el título "Lo que no se dice del arroz". Ese artículo la tiene en su web una consultora de Basf, lo que a mi me pareció increíble porque nunca pensé llegar a eso. Pasa lo de Chaco y la gente de allí me llama y me dice –“¿Doctora podemos tomar su nota para agregarla al amparo?”,- por supuesto le digo con mucho gusto, si les sirve adelante. Ahora en 2010 me entero que este hombre había prestado el campo para hacer el experimento con el INTA yo en el 2008 todavía no lo sabía.

¿Este señor es Eduardo Meichtry?

Si exactamente.

Que se presenta como dueño del emprendimiento.

Es increíble porque, como cada cosa va encajando, como todo es un eslabón que se va uniendo. En el 2008 cuando yo escribí eso, no lo sabia, lo se ahora. Ellos presentan ese arroz como que es logrado con un “fitomejoramiento convencional”, no es un arroz natural, no es transgénico, pero tampoco fitomejoramiento convencional. Eso es cuando se hace una elección de especies o de la misma especie, la toman y la hacen resistente a las sequías, al frío a otros climas, donde no podría resistir si no se hiciera ese mejoramiento. Pero en realidad eso es mentira, porque esa elección esta inducida. Se induce de tres maneras: por rayos x, por rayos ultravioleta o por químicos. El científico que descubre esto en los años 46’ Herman J. Muller recibió el Premio Novel con el tema de los rayos x, pero aquí vamos,¿Qué residuo le queda al arroz de estas nuevas tecnologías o experimentos? Ellos dicen que no quedan restos de radiación a la planta. Si no estamos seguros de los transgénicos y no les creemos por todo lo que vemos ¿Porqué tenemos que creerles que no quedan residuos de radiación? ¿Qué estamos comiendo? Lo presentan como la gran solución a una de las plagas que azota al arroz que se llama arroz rojo. El Clearfiel viene a combatir esa plaga y necesita ese herbicida que invento Basf. El INTA pone la semilla y Basf el veneno. A diferencia de todo lo roundap ready, lo RR (glifosato +soja o maíz etc. ) en el caso del Clearfield, este nuevo paquete tiene una pata mas, que es un programa de custodia que pone la empresa para que el productor una vez que acepta el paquete no pueda dar marcha atrás en introducir de nuevo este tipo de semillas, porque tiene falencias este arroz.

Coméntenos de que se trata

En el Uruguay fue un desastre y lo tuvieron que volver a relanzarlo el año pasado. No hay tanto de este tipo de arroz, ni cantidades de semilleros que puedan vender. Pero no es tanto así. De eso se ocupa Adecoagro , el establecimiento que hace este tipo de variedad es Itaa Cabo, de Pilaga está en Corrientes y de ahí la vende al mundo.

También leí en su articulo que hubo inconvenientes con este arroz y otra variedad de arroz en EEUU

Si, lo prohibieron totalmente hasta que no se hagan nuevas pruebas. Es el arroz Clearfield CL131, resistente a Liberty Link (Glufosinato de amonio) , en cambio este arroz argentino va con el herbicida Kifix.solo con ese veneno, es un negocio redondo para ellos.
¿Cómo el INTA se presta a ello? Si Ud. leyó o escucho hablar del tema de Casilda Agricultores Federados Argentinos (AFA) quería instalar una fábrica de veneno. Se paró gracias a los vecinos, la misma gente del Conicet estaba asesorando a la AFA para que instale una fabrica de venenos.
Yo me pregunto estos grandes científicos que tenemos, tanta gente capaz ¿Porqué se presta a eso? porque esa misma gente que solo piensa hacer mal, porque es daño para la humanidad para la salud, porque no se dedica a investigar ,y no a mutar, porque mutan hasta las alpargatas, porque no se dedican a cosas buenas, a la salud, a darle los estudios que necesita el juez del fallo de Santa Fe, que se sepa de una vez por todas que esta pasando con el glifosato. Cosas buenas no todo en detrimento de la salud y en beneficio de estas empresas o las que vienen de afuera, por eso cooptan tantas universidades…el INTA ,el Conicet ,ya es demasiado.

Pero esto explica las enormes dificultades que Ud. ha tenido para publicar en nuestro país, que Carrasco habiendo sido presidente del Conicet y subsecretario de tecnología y investigación del Ministerio de Defensa tiene siquiera para que no lo golpeen ,no le den vuelta o no le quemen el auto en La Leonesa gente del máximo nivel institucional y científico y político de nuestro país comprometidos directamente con las patentes de estas experiencias, no?

Totalmente, por eso no sale la ley de Santa Fe tampoco a la que se le quiere hacer una pequeña reforma o ponerle un maquillaje y justamente no hay acuerdo entre los legisladores porque gran parte de los legisladores son sojeros. Entonces con que ética podes tratar una ley si tenes intereses Es vergonzoso. Como un colegio de ingenieros agrónomos te puede presionar o amenazar porque le molestan mis charlas Un ingeniero agrónomo que me ha perseguido durante 24 horas aun con lluvia torrencial en la localidad de La Criolla.

¿En serio?

Tuve un hostigamiento increíble, hasta en el canal de televisión, Ud. entre a mis videos y lo va a poder ver porque en uno de los videos de la entrevista con un canal de Gobernador Crespo, el teléfono del conductor no para de sonar. Después pidió disculpas pero todo el daño que causo antes, mas todas las presiones que yo sufrí en Santa Fe por mis notas, por mis charlas hicieron decaer mi salud el año pasado, no la pase nada bien. Un año muy duro, demasiadas charlas demasiados viajes y además demasiadas presiones. Es increíble, a ellos lo que más les molesta es que yo diga que porque se capacitan con las empresas envenenadoras. Las capacitaciones tienen que venir desde el Estado, desde la Facultad no desde la fábrica del veneno eso es lo que ellos no aceptan.

Doctora, primero yo le agradezco todo su trabajo dénos una referencia el sitio de su página web para la gente que comparte el programa del otro lado de la radio pueda entrar y visitarla.

Es un blog se llama Ecos de Romang, en el buscador.para ser mas especifica www.ecos-
deromang.blogspot.com

Bien, doctora la vamos a poder volver a molestar aunque vamos a seguir leyendo sus artículos?

Con mucho gusto, con mucho gusto

Realmente yo le agradezco que me haya atendido este boca a boca que en mi caso fue la gente de Chaco, los vecinos de Chaco que me mandaron el artículo suyo, y esta especie de vuelta, que es curioso, supuestamente es otra tecnología o es la misma concepción de impacto sobre un bien cultural y alimenticio nuestro que es el arroz, y es antiquísimo y la misma forma de dominación con respecto a la actividad agrícola ,al medio y a la población ,no?

Es exactamente lo mismo, el monocultivo, ese es el paquete tecnológico. Sucede en la soja, sucede en el arroz, maíz, pinos y eucalipto para las papeleras, y lamentablemente de nuestra diversidad que esta al rojo vivo. Espero que se den cuenta a tiempo.

Doctora Graciela Gómez muchísimas gracias por habernos atendido

No muchísimas gracias a Ud. y hasta siempre.

Gracias.-

*Entrevista realizada el 27 de agosto por el periodista Jorge Jeifetz,conductor del programa "El columpio", para Fm flores 90.7 ,todos los viernes de 21 a 24hs. Av. Nazca 881 Ciudad de Buenos Aires.-
Copyright, FM FLORES 90.7 Mhz, All Rights Reserved.
Fotos: Arroz contaminado,Greenpeace Mejico y Perú

martes, 31 de agosto de 2010

Entrevista a Dick Emanuelsson por Mario CASASUS

Dick Emanuelsson: "El magisterio hondureño logró una victoria estratégica, el régimen de Lobo tiene miedo"

En entrevista con Defensores en línea, Dick Emanuelsson -corresponsal del semanario Flamman- habla del papel de la prensa durante el régimen de Lobo: "Los norteamericanos controlan a la mayoría de las corporaciones informativas, por eso reina el silencio en todo el mundo sobre Honduras; la semana pasada los maestros lograron sacar al Ejército de sus posiciones en la calle frent a Casa Presidencia, cómo es posible que las corporaciones informativas no pueden considera una gran noticia la resistencia del magisterio, si esto hubiera pasado en La Habana, Caracas o Managua de qué tamaño sería la noticia, allí CNN habría editado series de reportajes especiales, la BBC habría enviado a un equipo de corresponsales, pero Honduras no les interesa, y aquí hay confrontaciones diarias, asesinatos selectivos y graves violaciones a los Derechos Humanos".
Por Mario Casasús

MC.- ¿Qué instancia del régimen de Lobo solicitó información sobre tus documentos migratorios y acreditación de prensa internacional?

DE.- Lo que hemos leído en el periódico El Heraldo –el 20 de agosto- son las declaraciones del “Comisionado de los derechos humanos” Ramón Custodio, en el sentido de que verificaría mi estatus legal en Honduras ante el Ministerio del Trabajo, con el Departamento de Migración y aduanas; yo no tengo ningún problema ante esa solicitud, el señor Custodio –conocido como el “señor balas de goma”, porque a pesar de que la policía ha asesinado a personas inocentes, el Ombudsman sostiene que son balas de goma- y ese mismo Custodio ya me sentenció, diciendo que yo había pasado información a la Resistencia sobre un fotógrafo de La Tribuna que está enviando material gráfico a las Fuerzas Armadas y a la Policía Nacional, eso es totalmente falso, nosotros no somos “soplones” ni informantes de nadie, somos comunicadores sociales y si nuestros reportajes han caído mal en algunos sectores es problema de ellos. Pero llegar a ese tipo de acusaciones sin pruebas es muy delicado, es como si yo dijera que Pepe Lobo está violando a su hija cada día –de tan sólo 10 años- si yo publico una acusación de tal naturaleza lógicamente que tengo que comprobarlo, pero aquí están tirando una información que me pone en riesgo ante el terrorismo de Estado. Mi situación es un poco complicada, estoy viviendo de forma legal en Honduras, he trabajado 20 años como periodista en Suecia y desde hace 10 años estoy acreditado como corresponsal en Latinoamérica de tiempo completo.

MC.- Durante la dictadura de Micheletti se desató una grave xenofobia, incluso contra la prensa internacional; con Lobo las cosas se están poniendo peor, al punto que El Heraldo publicó una nota donde amenazaba que cualquier extranjero que acompañe una marcha de la Resistencia será deportado, y a la fecha un ciudadano español todavía tiene medidas cautelares que le impiden salir de Honduras, ¿cuándo inició la campaña xenofóbica de El Heraldo?

DE.- No me extraña que El Heraldo esté tirando ese tipo de informaciones, a mí no me gusta criticar a los diferentes medios y menos a los colegas periodistas, pero a veces tenemos que hacerlo, sobre todo ante mentiras flagrantes; mira Mario, la primera vez que tuve un problema con El Heraldo fue el 14 de marzo de 2005 cuando publicó una serie de reportajes, durante 5 días consecutivos, asegurando que las FARC tenían células en Honduras; llegué en una gira por Centroamérica y vi el reportaje de 6 páginas –más la portada-, revisando página por página no aparecía ninguna información que confirmara el titular de El Heraldo, fui a la redacción, hablé con el Jefe Editorial y quería conversar con los reporteros enviados a Bogotá desde Tegucigalpa, invitados por la Inteligencia Militar de Colombia, por cierto, en un recuadro del viaje de los reporteros a Bogotá, decían que fueron recogidos en el aeropuerto por los agentes de la Inteligencia Militar y estuvieron albergados en el Club de Oficiales, donde les proyectaron videos e intervenciones telefónicas; yo pregunté en El Heraldo dónde estaba la cobertura informativa que anunciaban en la portada, para mí era sumamente interesante el tema porque desde 1980 vivo en Colombia y quería saber si la guerrilla colombiana tenía células en Honduras…

MC.- Acusación que después montaron en varios países gracias a la “mágica computadora” del Comandante Raúl Reyes, cuando Uribe y Santos invadieron Ecuador, asesinando a ciudadanos mexicanos y colombianos…

DE.- Exactamente, la misma acusación sin fundamentos, después fui a entrevistar a Juan Barahona –Presidente de la Federación Unitaria de Trabajadores de Honduras- sobre el titular de El Heraldo y otros temas sindicales, él me dijo: “es pura paja de El Heraldo, lo que están haciendo es crear un clima de guerra psicológica desde los medios de comunicación para redactar una legislación que pueda aplastar nuestras protestas en contra del Tratado de Libre Comercio”; tres meses después de que publiqué mi entrevista con Barahona, entraron 4 agentes encapuchados a la casa de él -ante su esposa y sus 3 hijas- los policías rompieron prácticamente el departamento “buscando armas”. Mi segundo choque con El Heraldo fue cuando escribí un reportaje sobre la Universidad Nacional Autónoma de Honduras (UNAH), para desmentir el titular: “Extranjeros se infiltran en la Resistencia” porque tampoco aparecía ninguna información que cubriera las 8 columnas del título, sino que en una foto –de 5 que aparecían en el reportaje- muestran un barril encendido con el siguiente pie de foto: “ciudadano hindú está liderando los actos anárquicos en la Universidad”, y todos –en Tegucigalpa- sabemos que se referían a “Emo” que vive aquí hace 35 años; fíjate que El Heraldo dice: “extranjeros” –en plural- y sólo sale una foto con “Emo”, su hija estudia derecho en la Universidad y “Emo” la acompañó en una marcha en defensa de la universidad pública. La guerra chovinista de Lobo es para desviar el tema de los verdaderos problemas del país.

MC.- Con el fraude electoral de Lobo, prácticamente todos los equipos de prensa internacional salieron de Honduras, justo ahora se vive una feroz represión en contra del magisterio, con el régimen de Lobo comenzaron los detenidos desaparecidos y las sistemáticas violaciones a los DDHH tampoco han llamado la atención de la prensa extranjera, ¿a qué atribuyes el nulo interés de CNN, EFE, BBC y compañía para desmotar las mentiras de Lobo, del Heraldo y su séquito?

DE.- Sabemos quiénes son los dueños de las grandes corporaciones de la “prensa internacional”, ellos tienen intereses políticos, el principal es tratar de legitimar al régimen que surgió de las elecciones espurias de noviembre del año pasado, Pepe Lobo asumió la presidencia sin la presencia de jefes de Estado, sólo asistió Leonel Fernández –porque invitaría a Mel Zelaya a República Dominicana, para sacarlo de su cautiverio de 4 meses en la Embajada de Brasil- el reconocimiento de Pepe Lobo es una “papa caliente”, en Latinoamérica son pocos los gobiernos que han reconocido a Lobo, él no tiene la mayoría de votos para reinsertar a Honduras en la OEA, así que está gobernando de forma ilegitima, las elecciones del 29 de noviembre no fueron reconocidas por ningún país en el mundo –sólo por Estados Unidos, ya que su embajador Hugo Llorens anduvo en diferentes centros electorales, diciendo: “qué bonito, esto es una gran democracia”- sabemos que los gringos del Departamento de Estado aliados con la oligarquía hondureña fueron los arquitectos del golpe de Estado, es obvio, y los norteamericanos controlan a la gran mayoría de las corporaciones informativas, por eso reina el silencio en todo el mundo sobre Honduras; Mario, tú lo podés ver, cada día hay confrontaciones físicas y verbales, la semana pasada los maestros lograron sacar al Ejército de sus posiciones en la calle frente a Casa Presidencia, cómo es posible que las corporaciones informativas no pueden considerar una gran noticia la resistencia del magisterio, si esto hubiera pasado en La Habana, Caracas o en Managua de qué tamaño sería la noticia, allí CNN habría editado una serie de reportajes especiales, la BBC habría enviado a un equipo de corresponsales, pero Honduras no les interesa, y aquí hay confrontaciones diarias, asesinatos selectivos y graves violaciones a los Derechos Humanos.

MC.- ¿Qué tipo de testimonios grabaste con los profesores en su campamento de la Universidad Nacional Pedagógica Francisco Morazán?, ¿qué impresión te queda de su heroica resistencia?

DE.- El Estado tiene miedo, las imágenes en la televisión mostraron a un oficial del Ejército mientras empujaba a un miedoso soldado raso, como lo que vimos en la década de 1970 en Vietnam, cuando los oficiales del ejército gringo empujaban con las bayonetas a sus subalternos para obligarlos a combatir. Los maestros lograron una victoria estratégica, se les veía un ánimo de victoria por derrotar a los chepos (milicos), es impresionante ver a los maestros atravesar las nubes de gases lacrimógenos, repeler la agresión en la Universidad Pedagógica y verlos avanzar hacia la Casa Presidencial, demostrando que el pueblo hondureño no tiene miedo, lo decía Pablo Neruda en un poema del Canto general (1950) “El pueblo hondureño puede dormir 100 años, pero cuando el pueblo de Francisco Morazán despierta con todo”.

MC.- Leí un comunicado de la Federación Latinoamericana de Prensa (FELAP) firmado por los chilenos Hernán Uribe y Ernesto Carmona, denunciando el acoso que sufres por parte del régimen de Lobos, ¿te sientes respaldado ante el asedio del Custodio del Lobo?, ¿la Sociedad Interamericana de Prensa te ha dado una palmadita de apoyo?

DE.- No creo que la Sociedad Interamericana de Prensa vaya a darme una palmada de apoyo, tampoco quisiera el respaldo de la SIP (risas), ellos representan a los dueños de las corporaciones informativas y mantienen un lineamiento político contra todo lo que sea democrático y progresista en este mundo, la SIP es una explotadora de los trabajadores de los medios de comunicación –de los obreros gráficos en las imprentas y de los reporteros mal pagados-. Me siento muy respaldado, he recibido muchos comunicados y saludos, eso me refuerza; yo vengo de Colombia, hace un mes tuve que salir, los compañeros periodistas me pusieron en un avión, después de que durante el 2005 recibí varias amenazas de muerte. Hace un mes me llegó una carpeta de 450 folios que tenía la Policía Secreta de Álvaro Uribe (DAS) que me había seguido durante mucho tiempo, en el proceso contra Jorge Noriega –el Jefe de la DAS condenado a 8 años de prisión por espionaje a civiles-, hasta entonces pude leer los archivos del seguimiento que me hacían al salir de casa, por hora, minutos y rutas, detallaron qué comunicaciones hacía, con quién me reunía, al extremo de que si me veían acompañado con un desconocido en cualquier cafetería, una vez que yo salía entraban los agentes y tomaban muestra del ADN de mis amistades y colegas. Soy uno de los 16 periodistas víctimas del DAS colombiano, junto a varios magistrados de la Corte Suprema de Justicia; uno se va forjando, pero no es agradable vivir el acoso del Estado, yo quisiera dedicarme exclusivamente a escribir y no a cuidarme la espalda. Nuca he dicho que soy neutral, porque el periodista que dice que es apolítico es un hipócrita, todos tenemos simpatías por las diferentes clases sociales que influyeron en nuestra vida.

MC.- Finalmente, así como en 2005 investigaste la mentira de El Heraldo sobre los “presuntos guerrilleros” colombianos en Honduras, ¿abordarás la noticia sobre los testimonios de paramilitares colombianos en el caribe hondureño”

DE.- El tiempo es el peor enemigo, me gustaría investigar la presencia de paramilitares colombianos en Honduras; Mario mira cómo es la vida, yo salí de Tegucigalpa el 4 de septiembre de 2009, para impartir algunas charlas en universidades de Suecia sobre el golpe de Estado, ese día estábamos sentados en la cafetería del aeropuerto y vimos a Billy Joya –el Jefe de los Escuadrones de la Muerte en la década de 1980-, intenté entrevistarlo en la sala de espera, pero no lo encontré, seguramente entró a una sala VIP con destino a Panamá y conexión a Colombia. El 13 de septiembre, leí en Suecia un titular del periódico El Tiempo de Colombia que decía: “Reclutan paramilitares colombianos en Magdalena contratados por empresarios hondureños”. A las 13 hrs, sale un vuelo de COPA con escala en Panamá y una hora después puedes abordar la conexión para Bogotá, yo no puedo descartar que Billy Joya viajó a Colombia el mismo día que yo lo vi en el aeropuerto para ofrecerles 400 dólares mensuales a los paramilitares colombianos. En el Comité de Familiares de Detenidos Desaparecidos de Honduras (COFADEH) están los testimonios de la presencia de paramilitares colombianos en las haciendas y maquilas de la costa atlántica hondureña, así como de asistentes de seguridad israelitas; aquí han traído cualquier cantidad de personas para realizar la guerra sucia, como en la década de 1980

lunes, 30 de agosto de 2010

Entrevista a Fidel Castro: "Llegué a estar muerto, pero resucité"

*"Hay que persuadir a Obama de que evite la guera nuclear"

*"No quiero estar ausente en estos días. El mundo está en la fase más interesante y peligrosa de su existencia y yo estoy bastante comprometido con lo que vaya a pasar. Tengo cosas que hacer todavía".
Carmen Lira Saade

Periódico La Jornada
Lunes 30 de agosto de 2010, p. 2

La Habana. Estuvo cuatro años debatiéndose entre la vida y la muerte. En un entrar y salir del quirófano, entubado, recibiendo alimentos a través de venas y catéteres y con pérdidas frecuentes del conocimiento…

“Mi enfermedad no es ningún secreto de Estado”, habría dicho poco antes de que ésta hiciera crisis y lo obligara a “hacer lo que tenía que hacer”: delegar sus funciones como presidente del Consejo de Estado y, consecuentemente, como comandante en jefe de las fuerzas armadas de Cuba.

“No puedo seguir más”, admitió entonces –según revela en ésta su primera entrevista con un medio impreso extranjero desde entonces–. Hizo el traspaso del mando, y se entregó a los médicos.

La conmoción sacudió a la nación entera, a los amigos de otras partes; hizo abrigar esperanzas revanchistas a sus detractores, y puso en estado de alerta al poderoso vecino del norte. Era el 31 de julio de 2006 cuando dio a conocer, de manera oficial, la carta de renuncia del máximo líder de la Revolución cubana.

Lo que no consiguió en 50 años su enemigo más feroz (bloqueos, guerras, atentados ) lo alcanzó una enfermedad sobre la que nadie sabía nada y se especulaba todo. Una enfermedad que al régimen, lo aceptara o no, iba a convertírsele en “secreto de Estado”.

(Pienso en Raúl, en el Raúl Castro de aquellos momentos. No era sólo el paquete que le habían confiado casi de buenas a primeras, aunque estuviera acordado de siempre; era la delicada salud de su compañera Vilma Espín –quien poco después fallecería víctima de cáncer–, y la muy probable desaparición de su hermano mayor y jefe único en lo militar, en lo político, en lo familiar.)

Hoy hace 40 días Fidel Castro reapareció en público de manera definitiva, al menos sin peligro aparente de recaída. En un clima distendido y cuando todo hace pensar que la tormenta ha pasado, el hombre más importante de la Revolución cubana luce rozagante y vital, aunque no domine del todo los movimientos de sus piernas.

Durante alrededor de cinco horas que duró la charla-entrevista –incluido el almuerzo– con La Jornada, Fidel aborda los más diversos temas, aunque se obsesione con algunos en particular. Permite que se le pregunte de todo –aunque el que más interrogue sea él– y repasa por primera vez y con dolorosa franqueza algunos momentos de la crisis de salud que sufrió los pasados cuatro años.

“Llegué a estar muerto”, revela con una tranquilidad pasmosa. No menciona por su nombre la divertículis que padeció ni se refiere a las hemorragias que llevaron a los especialistas de su equipo médico a intervenirlo en varias o muchas ocasiones, con riesgo de perder la vida en cada una.

Pero en lo que sí se explaya es en el relato del sufrimiento vivido. Y no muestra inhibición alguna en calificar la dolorosa etapa como un “calvario”.

“Yo ya no aspiraba a vivir, ni mucho menos... Me pregunté varias veces si esa gente (sus médicos) iban a dejarme vivir en esas condiciones o me iban a permitir morir... Luego sobreviví, pero en muy malas condiciones físicas. Llegué a pesar cincuenta y pico de kilogramos.”

“Sesenta y seis kilogramos”, precisa Dalia, su inseparable compañera que asiste a la charla. Sólo ella, dos de sus médicos y otros dos de sus más cercanos colaboradores están presentes.

–Imagínate: un tipo de mi estatura pesando 66 kilos. Hoy alcanzo ya entre 85 y 86 kilos, y esta mañana logré dar 600 pasos solo, sin bastón, sin ayuda.

“Quiero decirte que estás ante una especie de re-su-ci-ta-do”, subraya con cierto orgullo. Sabe que además del magnífico equipo médico que lo asistió en todos estos años, con el que se puso a prueba la calidad de la medicina cubana, ha contado su voluntad y esa disciplina de acero que se impone siempre que se empeña en algo.

–No cometo nunca la más mínima violación –asegura–. De más está decir que me he vuelto médico con la cooperación de los médicos. Con ellos discuto, pregunto (pregunta mucho), aprendo (y obedece)...

Conoce muy bien las razones de sus accidentes y caídas, aunque insiste en que no necesariamente unas llevan a las otras. “La primera vez fue porque no hice el calentamiento debido, antes de jugar basquetbol.” Luego vino lo de Santa Clara: Fidel bajaba de la estatua del Che, donde había presidido un homenaje, y cayó de cabeza. “Ahí influyó que los que lo cuidan a uno también se van poniendo viejos, pierden facultades y no se ocuparon”, aclara.

Sigue la caída de Holguín, también cuan grande es. Todos estos accidentes antes de que la otra enfermedad hiciera crisis y lo dejara por largo tiempo en el hospital.

“Tendido en aquella cama, sólo miraba a mi alrededor, ignorante de todos esos aparatos. No sabía cuánto tiempo iba a durar ese tormento y de lo único que tenía esperanza es de que se parara el mundo”, seguro para no perderse de nada. “Pero resucité”, dice ufano.

–Y cuando resucitó, comandante, ¿con qué se encontró? –le pregunto.

–Con un mundo como de locos... Un mundo que aparece todos los días en la televisión, en los periodicos, y que no hay quien entienda, pero el que no me hubiera querido perder por nada del mundo –sonríe divertido.

Con una energía sorprendente en un ser humano que viene levantándose de la tumba –como él dice– y con la mismísima curiosidad intelectual de antes, Fidel Castro se pone al día.

Dicen, los que lo conocen bien, que no hay un proyecto, colosal o milimétrico, en el que no se empeñe con una pasión encarnizada y que en especial lo hace si tiene que enfrentarse a la adversidad, como había sido y era el caso.

“Nunca como entonces parece de mejor humor.” Alguien que cree conocerlo bien le dijo: “las cosas deben andar muy mal, porque usted está rozagante”.

La tarea de acumulación informativa cotidiana de este sobreviviente comienza desde que despierta. A una velocidad de lectura que nadie sabe con qué método consigue, devora libros; se lee entre 200 y 300 cables informativos por día; está pendiente y al momento de las nuevas tecnologías de la comunicación; se fascina con Wikileaks, “la garganta profunda del Internet”, famosa por la filtración de más de 90 mil documentos militares sobre Afganistán, en los que este nuevo “navegante” está trabajando.

–¿Te das cuenta, compañera, de lo que esto significa? –me dice–. Internet ha puesto en manos de nosotros la posibilidad de comunicarnos con el mundo. Con nada de esto contábamos antes –comenta, al tiempo que se deleita viendo y seleccionando cables y textos bajados de la red, que tiene sobre el escritorio: un pequeño mueble, demasiado pequeño para la talla (aun disminuida por la enfermedad) de su ocupante.

–Se acabaron los secretos, o al menos eso pareciera. Estamos ante un “periodismo de investigación de alta tecnología”, como lo llama el New York Times, y al alcance de todo el mundo.

–Estamos ante el arma más poderosa que haya existido, que es la comunicación –ataja–. El poder de la comunicación ha estado, y está, en manos del imperio y de ambiciosos grupos privados que hicieron uso y abuso de él. Por eso los medios han fabricado el poder que hoy ostentan.

Lo escucho y no puedo menos que pensar en Chomsky: cualquiera de las trapacerías que el imperio intente debe contar antes con el apoyo de los medios, principalmente periódicos y televisión, y hoy, naturalmente, con todos los instrumentos que ofrece la Internet.

Son los medios los que antes de cualquier acción crean el concenso. “Tienden la cama”, diríamos... Acondicionan el teatro de operaciones.

Sin embargo, acota Fidel, aunque han pretendido conservar intacto ese poder, no han podido. Lo están perdiendo día con día. En tanto que otros, muchos, muchísimos, emergen a cada momento…

Se hace entonces un reconocimiento a los esfuerzos de algunos sitios y medios, además de Wikileaks: por el lado latinoamericano, a Telesur de Venezuela, a la televisión cultural de Argentina, el Canal Encuentro, y a todos aquellos medios, públicos o privados, que enfrentan a poderosos consorcios particulares de la región y a trasnacionales de la información, la cultura y el entretenimiento.

Informes sobre la manipulación de los poderosos grupos empresariales locales o regionales, sus complots para entronizar o eliminar gobiernos o personajes de la política, o sobre la “tiranía” que ejerce el “imperio” a través de las trasnacionales, están ahora al alcance de todos los mortales.

Pero no de Cuba, que apenas dispone de una entrada de Internet para todo el país, comparable a la que tiene cualquier hotel Hilton o Sheraton.

Ésa es la razón por la que conectarse en Cuba es desesperante. La navegación es como si se hiciera en cámara lenta.

–¿Por qué es todo esto? –pegunto.

–Por la negativa rotunda de Estados Unidos a darle acceso a lnternet a la isla, a través de uno de los cables submarinos de fibra óptica que pasan cerca de las costas. Cuba se ve obligada, en cambio, a bajar la señal de un satélite, lo que encarece mucho más el servicio que el gobierno cubano ha de pagar, e impide disponer de un mayor ancho de banda que permita dar acceso a muchos más usuarios y a la velocidad que es normal en todo el mundo, con la banda ancha.

Por estas razones el gobierno cubano da prioridad para conectarse no a quienes pueden pagar por el costo del servicio, sino a quienes más lo necesitan, como médicos, académicos, periodistas, profesionistas, “cuadros” del gobierno y clubes de Internet de uso social. No se puede más.

Pienso en los descomunales esfuerzos del sitio cubano Cubadebate para alimentar al interior y llevar hacia el exterior la información del país, en las condiciones existentes. Pero, según Fidel, Cuba podrá solucionar pronto esta situación.

Se refiere a la conclusión de las obras de cable submarino que se tiende del puerto de La Guaira, en Venezuela, hasta las cercanías de Santiago de Cuba. Con estas obras, llevadas adelante por el gobierno de Hugo Chávez, la isla podrá disponer de banda ancha y posibilidades de acometer una gran ampliación del servicio.

–Muchas veces se ha señalado a Cuba, y en particular a usted, de mantener una posición antiestadunidense a rajatabla, y hasta han llegado a acusarlo de guardar odio hacia esa nación –le digo.

—Nada de eso –aclara–. ¿Por qué odiar a Estados Unidos, si es sólo un producto de la historia?

Pero, en efecto: hace apenas como 40 días, cuando todavía no había terminado de “resucitar” se ocupó –para variar–, en sus nuevas Reflexiones, de su poderoso vecino.

“Es que empecé a ver bien clarito los problemas de la tiranía mundial creciente… –y se le presentó, a la luz de toda la información que manejaba, la “inminencia de un ataque nuclear que desataría la conflagración mundial.”

Todavía no podía salir a hablar, a hacer lo que está haciendo ahora, me indica. Apenas podía escribir con cierta fluidez, pues no sólo tuvo que aprender a caminar, sino también, a sus 84 años, debió volver a aprender a escribir..

“Salí del hospital, fui para la casa, pero caminé, me excedí. Luego tuve que hacer rehabilitación de los pies. Para entonces ya lograba comenzar de nuevo a escribir.

“El salto cualitativo se dio cuando pude dominar todos los elementos que me permitían hacer posible todo lo que estoy haciendo ahora. Pero puedo y debo mejorar... Puedo llegar a caminar bien. Hoy, ya te dije, caminé 600 pasos solo, sin bastón, sin nada, y esto lo debo conciliar con lo que subo y bajo, con las horas que duermo, con el trabajo.”

–¿Qué hay detrás de este frenesí en el trabajo, que más que a una rehabilitación puede conducirlo a una recaída?
Fidel se concentra, cierra los ojos como para empezar un sueño, pero no... vuelve a la carga:

“No quiero estar ausente en estos días. El mundo está en la fase más interesante y peligrosa de su existencia y yo estoy bastante comprometido con lo que vaya a pasar. Tengo cosas que hacer todavía.”

¿Cómo cuáles?

–Como la conformación de todo un movimiento antiguerra nuclear –es a lo que viene dedicándose desde su reaparición.

“Crear una fuerza de persuasión internacional para evitar que esa amenaza colosal se cumpla” representa todo un reto, y Fidel nunca ha podido resistirse a los retos.
“Al principio yo pensé que el ataque nuclear iba a darse sobre Corea del Norte, pero pronto rectifiqué porque me dije que ése lo paraba China con su veto en el Consejo de Seguridad...

“Pero lo de Irán no lo para nadie, porque no hay veto ni chino ni ruso. Luego vino la resolución (de Naciones Unidas), y aunque vetaron Brasil y Turquía, Líbano no lo hizo y entonces se tomó la decisión.”

Fidel convoca a científicos, economistas, comunicadores, etcétera, a que den su opinión sobre cuál puede ser el mecanismo mediante el cual se va a desatar el horror, y la forma en que puede evitarse. Hasta a ejercicios de ciencia ficción los ha llevado.
“¡Piensen, piensen!”, anima en las discusiones. “Razonen, imaginen”, exclama el entusiasta maestro en que se ha convertido en estos días.

No todo el mundo ha comprendido su inquietud. No son pocos los que han visto catastrofismo y hasta delirio en su nueva campaña. A todo esto habría que agregar el temor que a muchos asalta, de que su salud sufra una recaída.

Fidel no ceja: nada ni nadie es capaz de frenarlo siquiera. Él necesita, a la mayor brevedad, CONVENCER para así DETENER la conflagración nuclear que –insiste– amenaza con desaparecer a una buena parte de la humanidad. “Tenemos que movilizar al mundo para persuadir a Barack Obama, presidente de Estados Unidos, de que evite la guerra nuclear. Él es el único que puede, o no, oprimir el botón"


Con los datos que ya maneja como un experto, y los documentos que avalan sus dichos, Fidel cuestiona y hace una exposición escalofriante:

–¿Tú sabes el poder nuclear que tienen unos cuantos países del mundo en la actualidad, comparado con el de la época de Hiroshima y Nagazaki?

“Cuatrocientas setenta mil veces el poder explosivo que tenía cualquiera de las dos bombas que Estados Unidos arrojó sobre esas dos ciudades japonesas. ¡Cuatrocientas setenta mil veces más!”, subraya escandalizado.

Esa es la potencia que tiene cada una de las más de 20 mil armas nucleares que –se calcula– hay hoy día en el mundo.

Con mucho menos de esa potencia –con tan sólo 100– ya se puede producir un invierno nuclear que oscurezca el mundo en su totalidad.

Esta barbaridad puede producirse en cosa de unas días, para ser más precisos, el 9 de septiembre próximo, que es cuando vencen los 90 días otorgados por el Consejo de Seguridad de la ONU para comenzar a inspeccionar los barcos de Irán.

–¿Tú crees que los iraníes van a retroceder? ¿Tú te los imaginas? Hombres valientes, religiosos que ven en la muerte casi un premio... Bien, los iraníes no van a ceder, eso es seguro. ¿Van a ceder los yanquis? Y, ¿qué va a pasar si ni uno ni otro ceden? Y esto puede ocurrir el próximo 9 de septiembre.

“Un minuto después de la explosión, más de la mitad de los seres humanos habrán muerto, el polvo y el humo de los continentes en llamas derrotarán a la luz solar, y las tinieblas absolutas volverán a reinar en el mundo”, escribió Gabriel García Máquez con ocasión del 41 aniversario de Hiroshima. “Un invierno de lluvias anaranjadas y huracanes helados invertirán el tiempo de los océanos y voltearán el curso de los ríos, cuyos
peces habrán muerto de sed en las aguas ardientes... La era del rock y de los corazones trasplantados estará de regreso a su infancia glacial...

"Si los pueblos no logran modificar las leyes del mercado, se seguirá imponiendo el economicismo colonial"

Entrevista a Héctor Mondragón, activista social colombiano

Mediante acciones políticas, económicas y militares combinadas, el capital transnacional en América Latina va a insistir en el neoliberalismo, con ayuda de las élites locales, por eso no es gratuita la presencia de tropas norteamericanas en bases militares de Colombia, el despliegue de marines en Costa Rica, el golpe de Estado en Honduras el año pasado, la legislación antisindical que se acaba de expedir en Panamá, el Plan Mérida en México. Ello aunado a los tratados de libre comercio que impulsan los gobiernos de derecha de la región (Chile, Perú, Colombia, México y buena parte de las naciones centroamericanas), demuestra que aún las políticas neoliberales, no obstante su rotundo fracaso y las profundas injusticias sociales que han generado en la región, siguen manteniendo vigencia porque benefician a unos reducidos sectores plutocráticos que no tienen ningún reato de imponerlas incluso por la fuerza.

Esta lectura de la realidad socioeconómica del conjunto de países latinoamericanos es del economista colombiano e investigador social Héctor Mondragón, quien además sostiene que lo más grave en la actual coyuntura mundial, es que no es descartable "la posibilidad de que el capital transnacional opte por la guerra como salida de la crisis" del capitalismo.

Economista y activista de movimientos sociales, campesinos e indígenas en Colombia, Mondragón es un intelectual que se ha destacado por sus investigaciones y actividades docentes, así como por sus actitudes de resistencia civil y denuncia de casos de violación de derechos humanos por parte del Estado colombiano, lo que le ha valido persecución y estigmatización de gobiernos de ultraderecha como el de Álvaro Uribe Vélez (2002-2010).

Autor de diversas publicaciones y analista de temas económicos y políticos, Mondragón ha dedicado buena parte de su vida al trabajo en distintas comunidades campesinas e indígenas de su país.
Para analizar el devenir social y económico de la región, el Observatorio Sociopolítico Latinoamericano lo entrevistó y estas fueron sus reflexiones.

LA CONTINUIDAD DEL MODELO COLONIAL

¿No obstante los avances en programas sociales y reducción de la pobreza en los llamados gobiernos progresistas de algunos países de América Latina, se puede afirmar que quedó enterrada "la triste y larga noche neoliberal", para utilizar una frase recurrente del presidente ecuatoriano Rafael Correa?

Leer más: http://www.omal.info/www/article.php3?id_article=3228

miércoles, 25 de agosto de 2010

Entrevista a Camille Chalmers de Haití (Audio)

Camille Chalmers, es secretario ejecutivo de la Plataforma por la Defensa de un Desarrollo Alternativo (PAPDA) e integrante de Jubileo Sur. En el Foro Social de las Américas tuvo la responsabilidad de dar a conocer la situación que se vive hoy en Haití, de pedir la solidaridad efectiva hacia su pueblo que, tras el terremoto, enfrenta hoy la ocupación militar y una dominación económica, que se combinan con la represión y criminalización a las organizaciones sociales.

Por Rodrigo González T.
Audio:
http://www.agenciadenoticias.org/?p=8701

jueves, 5 de agosto de 2010

República Dominicana: Entrevista de Annalisa Melandri a Narciso Isa Conde

a propósito del golpe brutal que le propinó la policía Dominicana
Desde tiempo los movimientos sociales y amplios sectores de la sociedad civil de la República Dominicana están movilizándose pidiendo la renuncia del jefe de la Policía, general Rafael Guillermo Guzmán Fermín. Asociaciones de defensa de los Derechos Humanos del país revelan que en los casi tres años de su jefatura, miembros de la Policía Nacional han asesinado a mil 750 personas en supuestos “intercambio de disparos”. En Santo Domingo, el pasado 23 de julio, una marcha realizada por el Comité Contra el Abuso Policial, conformado por la mayoría de estudiantes, ha sido prohibida y duramente reprimida a macanazos y empujones por la Policía . Unos jóvenes han resultado heridos y el político y dirigente del Movimiento Caamañista Narciso Isa Conde, de 67 años de edad, que solidarizaba con ellos, ha recibido una patada en la espalda por un teniente que le ha fracturado 4 costillas. Hablamos con él sobre lo ocurrido.

http://puentesurrd.blogspot.com/2010/08/republica-dominicana-entrevista-de.html

lunes, 2 de agosto de 2010

James Petras: “Los sindicatos CCOO y UGT han sido colaboradores con el gobierno de Zapatero y del partido mal llamado socialista”

Entrevista a James Petras por el programa Con-TEXTOS de la Radio Patria Nueva de Bolivia, con emisión en diferido en Radio del Sur de Venezuela, sobre la actualidad latinoamericana y Mundial.

Aníbal Garzón: Señor Petras, ¿Qué análisis hace del actual conflicto diplomático, y con posibilidades armadas, entre Venezuela y Colombia, y de la posibilidad de su resolución por la próxima reunión de presidentes de UNASUR?

James Petras: Debemos analizar el contexto. Las acusaciones hacia Venezuela forman parte de un padrón de acciones para fomentar tensiones, es una guerra psicológica, una guerra de tensiones lanzada desde las operaciones psicológicas de la guerra norteamericana contra Venezuela, donde el instrumento es Uribe. Las acusaciones son una fabricación con meta de continuar una guerra de tensiones y lo que llamamos una guerra de nervios. La meta principal de esta acción es desgastar al gobierno de Chávez, donde constantemente existen acusaciones y provocaciones por parte del gobierno de Uribe para que el gobierno venezolano movilice recursos, movilice a la población, al ejército, llegando después simplemente a una distensión.

Después de la relajación a corto plazo vuelve a suceder otra vez la tensión. Esto es un padrón que han hecho Estados Unidos con otros países generando un desgaste, una debilidad para aprovechar un momento de acumulación de fuerzas internas y estratégicamente dar el golpe en un momento cuando la correlación de fuerzas es mejor para el imperio. En general las posiciones en América Latina es evitar a todo coste que estas provocaciones, escalada de agresiones, no pase a ser una verdadera guerra, la mayoría de países latinoamericanos, Brasil, Argentina, Bolivia, Ecuador,… están buscando la forma de reducir las tensiones para conseguir una solución diplomática.

Ricardo Bajo: Justamente Uribe ha lanzado esta escalada de enfrentamiento diplomático en el momento que sale del escenario del poder y le sustituye el nuevo presidente Juan Manuel Santos. ¿Cree que existen diferencias entre los dos presidentes colombianos en sus estrategias políticas regionales, viendo a Uribe más belicista con Venezuela y a Santos con mayor acercamiento por intereses comerciales entre los dos países?

James Petras: Debemos considerar esto como un juego del “mal policía”, el duro, el señor Uribe, y el “buen policía”, el señor Santos. No hay que el olvidar que los dos colaboraron durante mucho tiempo en acciones como la invasión en Ecuador en marzo de 2008, en ese momento el señor Santos era Ministro de Defensa. No hay ninguna diferencia en principio entre los dos.
Lo que está haciendo Uribe es una escalada de agresividad para que cuando entre el nuevo gobierno de Santos pueda ofrecer menos concesiones y parezca un político más diplomático, menos agresivo. Pero Santos defiende las bases militares norteamericanos y es un producto más del uribismo. En este sentido creo que Uribe hace el trabajo sucio para que el señor Santos consiga concesiones mayores por parte de Venezuela, como reducir las críticas que hace Venezuela a la política imperialista que esta actualmente en la agenda tanto de Uribe como del señor Santos.

Aníbal Garzón: Dando un salto de una región a otra, nos vamos a Corea del Norte. Hillary Clinton anunció en Seúl nuevas sanciones contra Corea del Norte el pasado 20 de julio, realizando, además, maniobras militares para mostrar las fuerzas, y culpando a Corea del Norte del hundimiento del buque surcoreano, “Cheonan”, el pasado 26 de Marzo donde murieron 46 marines. ¿Este conflicto puede concluir con una solución diplomática o puede llegar a un conflicto armado con expansión regional?

James Petras: La política de Obama y Hillary Clinton es simplemente una escalada a nivel mundial de la política del anterior gobierno de George Bush. Hay personas que no entienden el conjunto de las medidas que ha tomado Obama en todo el mundo. Ha movilizado un ejército en Costa Rica, ha aumentado las tropas en Afganistán, ha intervenido en Pakistán a partir de los aviones y las fuerzas especiales, la postura militarista contra Corea del Norte,… todos esto es un padrón de militarización que surge bajo Obama, además de las amenazas y sanciones contra Irán, y la agresividad del socio de Estados Unidos, Israel, contra los palestinos, o como el pasado bombardeo a la flotilla de Turquía. Todo esto son indicadores de mayor militarización. Ahora, no hay ninguna prueba definitiva que Corea del Norte tumbase el barco de Corea del Sur, los chinos han insistido que no hay ninguna prueba, incluso hay indicadores que el gobierno de Corea del Sur estaba buscando un pretexto para revertir la política de apertura del gobierno liberal anterior. Corea del Norte ha ofrecido muchas veces terminar su programa nuclear siempre que Washington termine con sus sanciones hacia Corea del Norte. Hace 3 años, Corea del Norte y Estados Unidos firmaron un acuerdo para finalizar el programa nuclear con el compromiso de que Washington tenía que colaborar económicamente, algo que no ha cumplido. Entonces todos los medios de comunicación pintan a Corea del Norte como un país cerrado, militarista, y como un enemigo de todos, mientras que es un gobierno que quiere salir del aislamiento y el bloqueo, y en este sentido los ofrecimientos de Corea del Norte de volver a negociar están sobre la mesa.

Ricardo Bajo: En base a sus criterios de la escala militar del gobierno de Obama, ¿Qué posibilidades puede haber, tal y como confirma Fidel Castro en sus reflexiones, de un ataque nuclear sobre Irán, según intereses de Israel y Estados Unidos?

James Petras: Hay que entender la política interna de Estados Unidos. Si es cierto lo que Castro dice sobre la amenaza de una guerra nuclear con Irán. Tenemos que analizar principalmente el poder que tiene el sionismo en Estados Unidos, que es la quinta columna de Israel, dado que han influido mucho en todas las medidas legislativas y de la Casa Blanca. Hay una ultima resolución en el congreso norteamericano que declara que los Estados Unidos esta dispuesto a apoyar un ataque aéreo de Israel contra Irán, esta resolución esta escrita directamente por los poderes pro-israelitas en el congreso. Esta política de Israel de destruir los enemigos del sionismo, los poderes opuestos a la expulsión de los palestinos, es una fuerza que muchas veces no se atreven a discutir ni en Estados Unidos ni en Europa. Mencionar al poder sionista en Estado Unidos, la principal organización de judíos que están actuando, como la quinta columna, es un tabú en Estados Unidos. Incluso en los autotitulados marxistas no se atreven por medio del poder de los sionistas que los van a tachar como antisemitas. Pero el principal peligro, si Estados Unidos se lanza al conflicto, es que detrás de esta bandera norteamericana está la fuerza sionista que es la principal fuerza detrás de todas las agresiones, Irak, Hezbollah en El Líbano, y ahora la campaña de gran escala contra Irán. Uno de los autores de las sanciones económicas hacia Irán es el subsecretario del Departamento del tesoro para el terrorismo y la inteligencia financiera, Stuart Levy, que es uno de los principales arquitectos de las agresiones económicas, funcionario completo de los sionistas y gran amigo del servicio secreto de Israel, la MOSSAD. Esta es la dinámica, como Israel es un país de fanáticos, de extremistas, la reflexión de este extremismo se encuentra en la política norteamericana, que son automáticos en apoyar cualquier agresión extremista que comete Israel, incluso en las agresiones contra la población de Palestina.

Aníbal Garzón: Sobre Afganistán. Han salido a la luz 92000 informes confidenciales, tras su publicación en Wikileaks, sobre las masacres militares de Estado Unidos en la guerra de Afganistán. Nuestra duda es saber cómo ha podido suceder esa desclasificación no oficial de los documentos. ¿Son documentos reales, es una simple conspiración?

James Petras: Hace tiempo hay mucho descontento, tanto en sectores del ejército, como en sectores civiles. Personas en desacuerdo profundamente hacia las masacres en Afganistán por la política militarista por la influencia del sionismo. Y a partir de esta disidencia patriótica dentro de los Estados Unidos, mucha gente busca formas para informar al público, iluminar los procesos de agresividad y la noticia que no sale en los medios. Yo digo que la revelación de estos documentos es un producto de personas que sienten mucha vergüenza, odio, por las pérdidas de vida de soldados norteamericanos, por la pérdida de cientos de miles de millones de dólares de los ciudadanos, y sienten que es su deber hacer esta liberación de los documentos que hasta ahora eran secretos simplemente. Por esta razón, tenemos antecedentes como la Guerra de Vietnam en los años 70. Un funcionario del Consejo de Seguridad Nacional, Daniel Ellsberg, liberó también los papeles del Pentágono mostrando toda la política agresiva de los Estados Unidos. Entonces esto no es una excepción, y más ahora mismo frente la crisis, frente al militarismo, frente al fracaso de la guerra, el costo de la guerra,… tenemos otro ejemplo de estos tipos de revelaciones.

Ricardo Bajo: Compañero James, vienen dos jornadas electorales muy importantes en América Latina. Las presidenciales de Brasil en Octubre y las legislativas de Venezuela en septiembre. Brasil esta adoptando un papel muy fuerte en la región latinoamericana con su diplomacia y además su cooperación sur-sur como los pactos recientes con Turquía e Irán.
¿Qué puede pasar en Brasil si la candidata del Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, pierde las elecciones el Partido de la Socialdemocracia Brasileña (PSDB) de José Serra?

James Petras: Primero, debemos entender los factores que pueden influir en el resultado y señalar que actualmente Lula tiene un enorme apoyo y popularidad que supera el 70%. La idea es el grado que le puede transferir Lula su popularidad a Dilma Rousself, por que con esto ella tiene muchas mayores posibilidades de ganar, dado que la oposición, del líder José Serra, no tiene una prestigiosa trayectoria política y electoral en hacia la población. Es importante la capacidad de Lula de conseguir y mantener el apoyo para su campaña. Segundo, es sobre el impacto que puede tener la economía, si la economía de Brasil sigue creciendo con la posibilidad del estado de hacer pagos sociales a sectores populares entonces aumenta la posibilidad de que la señora Dilma puede repetir las victorias. En el otro lado debemos reconocer que el señor Serra, es el favorito de la Casa Blanca de Washington, por su posición más cercana al imperialismo y la política norteamericana sobre Venezuela, Irán,… y sobre todo a la política militarista y agresiva de Estados Unidos. Pero al final de cuentas debemos reconocer que tanto la política de Lula, como Dilma o de Serra no son tan diferentes en la política interna, ambos partidos empujan sobre las exportaciones de materias primas. Lula es más estratégico en diversificar los mercados internacionales que el señor Serra, o Lula ofrece una política mayor de ayudas sociales, pero en los pagos sociales en si no en los cambios de estructura. Tanto Lula como Serra apoyan las inversiones del gran capital. Tenemos aquí un sector importante de los grandes industriales en Brasil, que van a repartir su dinero en apoyo a Dilma o Serra, pero no van a perjudicarles si uno u otro gana, pero sí que existe una diferencia destacada, es en la política externa. Lula ha tomado alguna autonomía frente al imperialismo yankee, como diversificar las relaciones y servir como mediador en los conflictos, mientras Serra es más de la línea del ex presidente Fernando Henrique Cardoso, una política más incondicional con el imperialismo de Estados Unidos.

Aníbal: Volando de Brasil al sur de Europa, que conoce bien por su origen griego o su estancia en Barcelona durante 6 meses para realizar su famosa investigación económica en 1996, el llamado “Informe Petras”, ¿podría explicar cómo es posible que las semejantes crisis económicas que existen en Grecia y en el estado español tengan una respuesta social tan diferente?

En Grecia, en lo que va de año han habido 6 huelgas generales, y en el estado español no se ha realizado ninguna solamente hay planificada una para el próximo 29 de septiembre.

James Petras: Creo que debemos considerar que en Grecia los sindicatos y los movimientos sociales tienen mayor independencia frente a la política gubernamental. En España los sindicatos como Comisiones Obreras (CCOO) y Unión General de Trabajadores (UGT) han sido más o menos colaboradores con el gobierno de Zapatero del partido mal llamado socialista. Por esto las acciones en Grecia son más contundentes. Segundo, las medidas tomadas por el gobierno de Grecia son mucho más duras y reaccionarias, han bajado los salarios, han aumentado la edad de Jubilación, han despido a miles de trabajadores públicos, han liberalizado la economía de forma muy abrupta,… En relación con Grecia, España todavía está en la primera fase de ataque del gobierno contra los intereses obreros. Zapatero pensaba que podía evitar las medidas antiobreras pero ahora está acelerándolas, y de manera forzosa, me imagino. Incluso los sindicatos colaboradores están forzados a tomar algunas medidas de fuerza. En todo caso la crisis esta profundizándose en el sur porque España, Portugal y Grecia pensaban, cuando entraron en la Unión Europea, que todo iba a ser una transferencia de recursos del norte al sur, disfrutar de millones de euros, pero en el fondo el costo era crear una dependencia, como en el turismo, en el inmobiliario, el sector financiero,… dejando toda la autonomía del sector productivo de los países.

Esto provoca un alto costo, en el corto plazo podrían aumentar los beneficios pero en el momento de crisis toda la carga de la crisis europea cae sobre los países más dependientes, como Portugal, España y Grecia. Entonces entrando en la Unión Europea era un paso adelante y dos pasos atrás.
Ricardo Bajo: Volviendo al panorama electoral en Sudamericana, sobre las elecciones legislativas del próximo 26 de septiembre en Venezuela, Chávez aspira seguir con el proceso del Socialismo del Siglo XXI y la Revolución Bolivariana consiguiendo dos tercios de la Asamblea Nacional para poder aprobar leyes con mayoría. ¿Cuál es la importancia de estas elecciones legislativas en Venezuela? ¿Y qué riesgos pueden pasar si no consigue el PSUV (Partido Socialista Unido de Venezuela) los dos tercios que aspira y la derecha boicotea con su resultado la aprobación de nuevas leyes del proceso?

James Petras: Las elecciones van a ser muy peleadas. Primero, Estados Unidos canalizando más de 50 millones de dólares para financiar la oposición. Segundo la crisis económica afecta a algunos sectores de la clase media en Venezuela y pueden posicionarse con la oposición, y tercero mucho depende de la fuerza y el arraigo de algunos candidatos del chavismo, los buenos candidatos pueden ganar fácilmente, pero los candidatos cuestionados del oficialismo que no han cumplido bien podrían sufrir derrotas. Yo creo que el resultado va a ser entre un 30% y 40% de la oposición, no está claro si van a conseguir más de un tercio de los votos y seguidamente del número de parlamentarios. Pero en todo caso Chávez tiene razón para intervenir, porque es el más popular es el líder, con gran respecto y apoyo de las masas, y Chávez debe encabezar la lista de candidatos, o el movimiento, el PSUV. Yo creo que cualquier partido que está en el gobierno por mucho tiempo sufre algunos desgastes con el tiempo, pero en el caso de Venezuela, el efecto de desgaste va a ser menos que en otros contextos. Pero la derecha como ha intentando boicotear varias de las elecciones anteriores es evidente que van a multiplicar su presencia, porque en las otras elecciones pensaban que podían boicotear y ahora su estrategia es participar.

Y segundo, en momentos anteriores Venezuela crecía un 10% o 12 % o 13 % y tenía muchos recursos para fomentar la ciudadanía, los consejos comunales, y creo que eso va a ser un factor importante, la actual coyuntura económica de crisis internacional y su reducción de crecimiento. Pero creo a final de cuentas que el proceso en Venezuela va a avanzar con la mayoría en el Congreso y por las medidas tomadas por el presidente Hugo Chávez. Pera vamos a ver el grado de movilizaciones populares, la motivación de la mayoría, de las bases, va a ser muy importante, no simplemente la campaña de los candidatos, sino el grado en que los consejos comunales se involucran en el proceso. No solo debe venir de arriba a abaja, mucho va a depender en el grado que los sindicatos, las empresas nacionalizadas, empiecen a tomar un papel político y no simplemente economicista como la búsqueda de mejoras salariales. Es u momento muy importante para que todos los sectores, de base, sindicales,… se metan directamente en esta campaña.

Aníbal Garzón: Muchas veces hablamos del papel de Estados Unidos en el contexto internacional pero olvidamos su realidad interna. ¿Qué piensa sobre el papel de Obama, la doble cara, dónde a nivel internacional sigue con la política derechista neoliberal, imperialista y beligerante pero a nivel nacional sigue una política más interventora como sus críticas a la ley de migración en Arizona o de apoyo a la creación de una Seguridad Social completa?

James Petras: En Estados Unidos tenemos elecciones legislativas en noviembre. Actualmente un 80% de la ciudadanía rechaza ambos partidos mayoritarios, el Demócrata y el Republicano.

El prestigio del congreso está en el nivel mas bajo desde hace 50 años, el rechazo de los congresistas en mas de un 75%,… Al señor Obama le ha caído su apoyo al 42% del electorado. Aquí, en los Estados Unidos, hay un repudio a toda clase política, tanto a conservadores como liberales. Pero no hay una expresión organizada, un movimiento, los sindicatos son aquí altamente burocratizados y solo tienen una afiliación del 7% de trabajadores del sector privado, el restante 93% de los trabajadores no están sindicalizados. Entonces tenemos una sociedad completamente frustrada con lo dos partidos, Congreso y la misma Casa Blanca, dado que hay una tasa de desempleo oficial del 10 % y un 12 % de población subempleada, es decir, trabaja menos de 30 horas a la semana y algunos solo 10 horas, y estas personas deben ser incluidas en la tasa de no trabajo completo. Así, uno de cada cuatro obreros están desocupados, una de cada 5 familias tiene algún desocupado y este es el principal problema. Ninguno de los 2 partidos, ofrecen esperanza de mejorar las condiciones de los desocupados y subocupados, y lo peor de todo, los otros 75% de los trabajadores son muy explotados, las ganancias del empresario suben mientras hay menos obreros trabajando al hacer el doble trabajado. Por ejemplo el trabajo que hacen 5 obreros ahora lo hacen 2, intensificándose la explotación. De estos datos y condiciones no se habla en Estados Unidos, ni los medios, ni los candidatos, ni la oposición, ni la presidencia,…

Lo que es fundamental para el ciudadano norteamericano es el bolsillo, el ingreso, el problema económico, lo demás es secundario. Y la prensa habla de cualquier cosa menos del desencantado y frustración que la población tiene con la situación económica del país y de ellos mismo.

Donald Maldonado: Como sociólogo nos gustaría conocer su óptica sobre el Proceso de Cambio que se vive en Bolivia, tanto en leyes como en ámbito económico y social, y qué coyuntura ve en Bolivia para un cercano 2011 y 2012.

James Petras: Los movimientos de masas, campesinos, indígenas, fabriles, mineros,… tenían un gran auge entre los años 2003-2005 al tumbar dos gobiernos, el de Sánchez de Losada y Carlos mesa, y esto creó condiciones para la victoria de Evo Morales en las elecciones. No hay que olvidar que las autonomías indígenas insistieron en que la Asamblea Constitucional se formase a partir de la representación directa de las comunidades indígenas. Hay varias concesiones que consiguió la derecha para repartir el poder. Y lo mismo pasa en la minería y en el agro. Yo creo que el gobierno de Evo Morales ha cambiado algunas cosas con los gobiernos de derecha anteriores, ha mejorado las condiciones de vida de los indígenas, han aumentado los salarios de los maestros y los mineros, pero la estructura minera, por ejemplo, está repartida entre el gobierno y las grandes multinacionales. Los indígenas y campesinos reciben títulos de tierras que antes existían sin un status legal, pero el agro negocio de Santa Cruz sigue en manos de las 100 familias, pero debemos entender que la gran parte de los ingresos del gobierno se acumulan en las reservas y hay gran oportunidad de invertir. Esta acumulación de reservas para invertir en algunos proyectos como reforma agraria. El otro asunto es el Mutun de Bolivia, con grandes reservas de hierro, donde todavía no han hecho nada para industrializar la materia prima de hierro, y entonces hay mucho para hacer en el futuro próximo con el gran respaldo popular que tiene el gobierno para cambiar no solo en la revolución cultural y democrática, sino en una revolución social también, porque es lo de mayor interés para el pueblo. Es un avance reconocer fiestas autóctonas y el reconocimiento de lenguas indígenas y culturas como dignidad, pero la dignidad se sostiene con tierras, créditos, con reforma agraria, con la industrialización de materias primas, y esto es la base para consolidar un proceso de transformación. Yo entiendo, que el gobierno está enfrentándose a la oposición y al imperialismo que está muy activo con sus agencias de desarrollo, concepto de desarrollo mal dicho, como la USAID de Estado Unidos, que es una agencia que siempre busca intervenir en la política utilizando la ayuda para financiar a la oposición. Evo ha reconocido a la DEA (Agencia Antidrogas de Estados Unidos, en inglés) como instrumento del imperialismo pero también las demás agencias económicas funcionan con ese objetivo. En conclusión, esto es un proceso todavía en camino, no podemos decir que es un proceso consolidado por que todavía hay muchas tareas históricas que los levantamientos de junio de 2005, de octubre de 2003, pusieron sobre la mesa como la socialización de los principales medios de producción con el lema “no queremos patrones queremos socios”, pero una economía mixta, la que hay actualmente, no es una revolución es simplemente una política clásica de la socialdemocracia avanzando sobre el neoliberalismo pero lejos de una transformación revolucionaria.

Un abrazo fuerte Petras des de la Radio Patria Nueva de Bolivia.
Un abrazo a vosotros tres y a todos los oyentes de Bolivia.
* Con-textos, programa de radio emitido en diferido en Radio del Sur a las 21:30 hora de Bolivia. http://www.laradiodelsur.com/

* Con-textos, programa de radio con emisión en directo a las 14:00 hora de Bolivia, http://www.patrianueva.bo/

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